Infância e formação
Franz nasceu em Charleroi, no coração da Bélgica industrial. Estudou na Académie des Beaux-Arts de Charleroi, onde desenvolveu um traço realista, vigoroso e expressivo. Desde cedo mostrou interesse por temas históricos, aventura e culturas distantes — elementos que se tornariam centrais na sua obra.
Primeiros passos na BD (anos 60–70)
Franz inicia a carreira no final dos anos 60, colaborando com revistas como Tintin e Spirou. Trabalha inicialmente como assistente e ilustrador, antes de se afirmar como autor completo.
Nos anos 70, começa a colaborar com argumentistas como Yves Duval e Jean Luc Vernal, que lhe abrem as portas para séries de grande visibilidade.
A consagração: Jugurtha (1975– )
Em 1975, Franz assume a série Jugurtha, criada por Vernal.
Características marcantes:
A série tornou se um clássico da BD histórica e consolidou Franz como um dos grandes desenhadores realistas da sua geração.
Lester Cockney (1981–2003)
A sua obra mais pessoal e ambiciosa.
Criada em 1981, Lester Cockney acompanha um irlandês aventureiro que percorre a Índia, o Afeganistão e o Oriente no século XIX.
Destaques:
É considerada por muitos a obra prima de Franz.
Thomas Noland (1986–1990)
Com André-Paul Duchâteau, Franz cria Thomas Noland, um thriller de espionagem e aventura contemporânea.
A série destaca-se por:
Mostra a versatilidade do autor fora do contexto histórico.
Outras obras importantes
Franz alternou entre séries históricas, policiais e aventuras exóticas, sempre com grande domínio técnico.
Estilo e temas
Estilo gráfico
Temas recorrentes
Franz é frequentemente descrito como um autor “instintivo”, com grande energia narrativa.
Últimos anos e legado
Franz continuou a trabalhar até à sua morte súbita em 2003. Deixou vários projetos inacabados, incluindo novos volumes de Lester Cockney.
Hoje é reconhecido como:
As suas séries continuam a ser reeditadas e apreciadas por leitores que procuram BD de aventura clássica com profundidade e rigor.