Infância e formação
Franquin nasceu em Etterbeek, no coração da Bélgica francófona. Estudou na École Saint Luc de Bruxelles, mas a Segunda Guerra Mundial interrompeu a sua formação. Em 1944, entrou no estúdio de Jijé, onde conviveu com Morris (criador de Lucky Luke) e Will — o célebre “grupo de Marcinelle”, que revolucionaria a BD belga.
A influência de Jijé foi decisiva para o desenvolvimento do seu estilo vivo, elástico e profundamente expressivo.
A afirmação: Spirou et Fantasio (1946–1968)
Em 1946, Franquin é contratado pela revista Spirou para continuar a série Spirou et Fantasio, criada por Rob Vel e desenvolvida por Jijé.
Durante mais de 20 anos, Franquin transformou a série num dos pilares da BD franco belga.
Contribuições marcantes:
O seu trabalho em Spirou é considerado um dos pontos altos da BD clássica europeia.
Gaston Lagaffe (1957–1997)
Em 1957, Franquin cria a sua personagem mais pessoal: Gaston Lagaffe, o anti herói preguiçoso, genial e desastrado que trabalha na redação da revista Spirou.
Características de Gaston:
Gaston tornou se um fenómeno cultural e uma das séries humorísticas mais influentes da BD europeia.
Modeste et Pompon (1955–1959)
Para a revista Tintin, Franquin cria Modeste et Pompon, com argumentos de Greg, Goscinny e Peyo. Apesar de curta, esta série mostra a versatilidade do autor e o seu domínio do humor doméstico.
Idées Noires (1977–1983)
Nos anos 70, Franquin atravessa um período de depressão profunda. Dessa fase nasce Idées Noires, uma obra radicalmente diferente do seu trabalho humorístico.
Características:
É considerada por muitos a sua obra prima adulta.
Estilo e temas
Estilo gráfico
Franquin é frequentemente descrito como “o maior animador que nunca trabalhou em animação”.
Temas recorrentes
Influência e legado
Franquin é hoje considerado:
O Marsupilami tornou se uma franquia própria, com séries, desenhos animados e álbuns independentes.
Gaston Lagaffe continua a ser reeditado e estudado como um dos cumes do humor gráfico.
Conclusão
André Franquin é uma figura incontornável da BD europeia. A sua energia gráfica, o humor humanista e a capacidade de reinventar a página de BD fazem dele um dos autores mais admirados e influentes de sempre.